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#76 – Filosofia africana, latino-americana e uma perspectiva estética | Entrevista com Eduardo Oliveira

Conteúdo completo:

Conversamos inicialmente sobre a ancestralidade africana como matriz cultural dos brasileiros, e os problemas advindos da ausência de uma reflexão sobre o pensamento e a filosofia de África. Também abordamos o fato de o Brasil ter uma grande resistência em se reconhecer como pertencendo à América Latina, negando seus traços comuns a outras nações latino-americanas. Tal se mostra também nas pesquisas em filosofia quanto à abordagem de autore(a)s latino-americano(a)s. A despeito disso, houve um grande avanço e um aumento do interesse na pesquisa dessas duas matrizes filosóficas (africana e latino-americana) nas últimas décadas, resultado em grande medida da Lei 10.639/03. Eduardo Oliveira também explicou sua compreensão acerca da divindade Exu, e como o seu conhecimento pode auxiliar a um melhor entendimento da filosofia, seja ela africana, latino-americana ou mesmo europeia.

Eduardo David Oliveira possui graduação em Filosofia pela Universidade Federal do Paraná (1997), especialista em Culturas Africanas e relações inter-étnicas da educação brasileira pela Unibem (1998), mestrado em Antropologia Social pela Universidade Federal do Paraná (2001) e doutorado em Educação pela Universidade Federal do Ceará (2005). , atuando principalmente nos seguintes temas:ética, filosofia latino-americana, filosofia contemporânea, antropologia social, educação e movimentos sociais populares, cosmovisão africana, filosofia afrodescendente, estudos afro-brasileiros, história e cultura africana e afro-brasileira, literatura africana e ancestralidade, desenvolvendo ainda assessoria junto aos movimentos sociais populares, na área de negritude, educação popular e economia solidária. Suas principais publicações são: Cosmovisão Africana no Brasil: elementos para uma filosofia afrodescendente (2003); Ética e Movimentos Sociais Populares: práxis, subjetividade e libertação (2006); Filosofia da Ancestralidade: corpo e mito na filosofia da educação brasileira (2007) ; Ancestralidade na Encruzilhada (2007), publicadas pela Gráfica e Editora Popular de Curitiba, e XIRÊ: a oferenda líric: um livro de mito-poema (2016) pela Editora Oguns Toques Negros. É pesquisador do Grupo de Pesquisa RedPect-UFBA. Líder do Grupo de Pesquisa Rede Africanidades e do Grupo Griô: Cultura Popular e Diáspora Africana. Sócio-fundador do IPAD-Insituto de pesquisa da afrodescendência e sócio-fundador do IFIL – Insituto de Filosofia da Libertação e atualmente coordenador da Linha de Pesquisa Conhecimento e Cultura do Doutorado Multi-institucional, Multidisciplinar em Difusão do Conhecimento.


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